Fachada da sede do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável pela articulação do CNU.
ADMINISTRATIVO GERAL

CNU 2027: MGI prevê até 3 mil vagas para nova edição

Terceira edição depende do Orçamento e ainda não tem autorização oficial, cargos definidos ou banca organizadora.

2 mil a 3 mil vagas previstasBanca não definidaEscolaridade não divulgada

O CNU 2027 poderá reunir de 2 mil a 3 mil vagas no Governo Federal, com previsão de edital no segundo semestre de 2027. A realização depende da aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional e ainda não tem autorização oficial. Cargos, escolaridade, salários e prazo de inscrição não foram divulgados.

Ficha do concurso

  • Instituição: Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
  • Seleção: Concurso Público Nacional Unificado, com terceira edição prevista para 2027.
  • Situação: previsto, ainda sem autorização oficial.
  • Vagas: estimativa de 2 mil a 3 mil.
  • Cargos e órgãos participantes: ainda não divulgados.
  • Escolaridade: ainda não divulgada.
  • Remuneração: ainda não divulgada.
  • Banca organizadora: não definida.
  • Previsão de edital: segundo semestre de 2027.
  • Inscrições: prazo ainda não divulgado.
  • Provas: sem data e formato definidos.

CNU 2027 ainda depende de autorização

A intenção de realizar uma terceira edição do concurso público foi apresentada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Em 30 de outubro de 2026, ela indicou a expectativa de oferecer entre 2 mil e 3 mil vagas, conforme o espaço disponível no Orçamento.

Isso significa que a previsão ainda não equivale à confirmação do edital. A realização depende da aprovação do Orçamento pelo Congresso Nacional e da manutenção de recursos para novos concursos. O total definitivo de oportunidades também deverá considerar as necessidades de pessoal dos órgãos participantes.

A perspectiva é realizar a seleção no segundo semestre de 2027. A intenção apresentada pelo Governo Federal é manter o concurso no primeiro e no terceiro ano de cada governo, evitando períodos eleitorais. Ainda não existe, porém, um calendário com datas de inscrição e aplicação das provas.

Orçamento federal não se resume às vagas do CNU

O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 prevê o preenchimento de 53.530 vagas em concursos e processos de provimento nos diferentes Poderes e instituições federais. Esse total tem alcance mais amplo do que a próxima edição do concurso unificado.

No Poder Executivo Federal, a previsão é de 47.609 vagas. Desse conjunto, 44.864 são destinadas a provimento e 2.745 à criação. A proposta também reserva R$ 1,3 bilhão para concursos e novas contratações no Executivo Federal, além de R$ 1,2 bilhão para as instituições federais de ensino.

Esses números não representam a oferta do CNU 2027. O planejamento orçamentário contempla diferentes órgãos, concursos em andamento, seleções autorizadas e possíveis novas contratações. Para o concurso unificado, permanece a estimativa de 2 mil a 3 mil vagas, sem distribuição oficial por cargo ou instituição.

Para quem acompanha a seleção, a distinção é importante: previsão orçamentária geral e quantidade de vagas de um edital são informações diferentes. A disponibilidade dos recursos será determinante para a realização da nova edição.

Como funciona o modelo e a possível expansão

O Concurso Público Nacional Unificado reúne oportunidades de diferentes órgãos e entidades em um único processo seletivo. As vagas são agrupadas em blocos temáticos, conforme a afinidade entre as áreas de atuação. O modelo permite disputar diferentes cargos com uma única inscrição, respeitadas as regras de cada edição.

  1. O candidato escolhe um bloco temático entre as opções previstas no edital.
  2. Dentro desse bloco, indica os cargos de interesse em ordem de preferência.
  3. Observa os requisitos de cada função e participa das avaliações previstas para as oportunidades escolhidas.

Nas duas primeiras edições, as provas foram aplicadas em 228 cidades. A proposta do modelo é ampliar o acesso ao serviço público, reduzir custos administrativos e padronizar processos seletivos.

Para 2027, o Governo Federal também estuda a participação de estados e municípios. O MGI mantém conversas com o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração, o Consad, sobre o compartilhamento da estrutura de seleção. Não há confirmação de quais administrações poderiam aderir nem definição das regras dessa participação.

Primeira edição teve 6.640 vagas em 2024

A primeira edição teve edital publicado em janeiro de 2024 e organização da Fundação Cesgranrio. Foram oferecidas 6.640 vagas de níveis médio e superior em 21 órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, distribuídas por oito blocos temáticos.

O concurso registrou 2.114.145 inscrições. As provas estavam inicialmente previstas para maio, mas foram adiadas em razão das enchentes no Rio Grande do Sul. A aplicação ocorreu em 18 de agosto de 2024, em 228 cidades brasileiras.

Compareceram às avaliações 970.037 candidatos, com abstenção de 54,12%. A seleção contou com provas objetivas e discursivas, além de etapas específicas para determinados cargos. Naquela edição, as avaliações objetiva e discursiva ocorreram no mesmo dia.

Os blocos incluíram áreas como Tecnologia, Dados e Informação; Gestão Governamental e Administração Pública; e Nível Intermediário. Essa organização é um registro da edição de 2024, não uma definição dos blocos que estarão disponíveis em 2027.

Segunda edição mudou a banca e as provas

Em 2025, a organização ficou com a Fundação Getulio Vargas, a FGV. O edital foi publicado em junho, com 3.652 vagas em 32 órgãos federais e nove blocos temáticos. A oferta reuniu 2.480 vagas imediatas e 1.172 oportunidades para provimento no curto prazo após a homologação dos resultados.

Na divisão por escolaridade, foram 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário. A edição recebeu 761.545 inscrições e manteve a aplicação das provas em 228 cidades.

Uma mudança relevante foi a separação das avaliações: a prova objetiva ocorreu em 5 de outubro de 2025, enquanto a discursiva foi aplicada em 7 de dezembro de 2025, apenas aos candidatos habilitados na primeira etapa.

Determinadas carreiras também tiveram etapas adicionais, como investigação social, prova oral, defesa de memorial e cursos de formação. A homologação dos resultados finais começou em março de 2026, com classificações posteriores para cargos que dependiam de etapas específicas. O formato de 2027 ainda não foi definido.

O que cai na prova

O conteúdo programático do CNU 2027 ainda não foi divulgado. Portanto, não há uma lista confirmada de disciplinas para a próxima edição. Os conhecimentos específicos variam conforme o bloco temático, e os próprios blocos mudaram entre os concursos anteriores.

No histórico apresentado para os blocos de nível superior, os Conhecimentos Gerais incluem Políticas Públicas; Desafios do Estado de Direito: Democracia e Cidadania; Ética e Integridade; Diversidade e Inclusão na Sociedade; Administração Pública Federal; e Trabalho e Tecnologia.

Ética e Integridade tem relação direta com o estudo de Ética no Serviço Público. Essa referência ajuda a identificar uma área presente no histórico do modelo, mas não confirma sua cobrança em 2027. Também não permite antecipar quais leis, estatutos ou normas institucionais integrarão o próximo edital.

A definição das matérias depende da divulgação das regras da nova seleção. Até lá, é necessário distinguir o conteúdo das edições anteriores do programa que efetivamente será exigido no próximo concurso público.

Cargos, salários e próximos pontos de atenção

A relação de órgãos participantes ainda não foi divulgada. Nas edições anteriores, instituições como INSS, IBGE, Funai, Ministério do Trabalho e agências reguladoras aderiram ao modelo. Essa participação anterior não confirma a presença dessas instituições na próxima seleção.

Também não há cargos, requisitos de escolaridade ou remunerações definidos para 2027. Nas duas primeiras edições, houve oportunidades com valores iniciais que podiam ultrapassar R$ 20 mil. Esse histórico não estabelece o salário dos futuros aprovados, que dependerá do órgão, do cargo e da carreira.

Os próximos pontos a acompanhar são a aprovação do Orçamento, a autorização oficial, a definição dos participantes e a divulgação do edital. Será necessário conhecer a distribuição das vagas, os requisitos de cada função, a banca e as regras das provas para avaliar quais oportunidades se ajustam à formação do candidato.

2 mil a 3 milvagas estimadas para a terceira edição
Planeje sua formação para ampliar as opções de concurso Tecnólogo EAD em instituição credenciada pelo MEC. O prazo de conclusão depende do aproveitamento de cada aluno (LDB, art. 47, parágrafo 2 grau).

Perguntas frequentes

O CNU 2027 está confirmado?

Ainda não. O Governo Federal manifestou a intenção de realizar a terceira edição, mas falta autorização oficial. A realização depende da aprovação do Orçamento e da disponibilidade de recursos.

Quantas vagas estão previstas para o CNU 2027?

A estimativa é de 2 mil a 3 mil vagas. O número definitivo e a distribuição por cargos e órgãos ainda não foram divulgados.

Quando sai o edital do CNU 2027?

A previsão é para o segundo semestre de 2027, sem data definida. O concurso ainda depende de autorização oficial e de recursos orçamentários.

Qual será a banca do CNU 2027?

A banca ainda não foi definida. A Fundação Cesgranrio organizou a edição de 2024, e a Fundação Getulio Vargas organizou a de 2025.

Qual será o salário e a escolaridade do CNU 2027?

Remunerações e escolaridade ainda não foram divulgadas. Essas informações dependem da definição dos cargos e das regras do próximo edital.

Fontes verificadas

Folha Dirigida (QConcursos): CNU 2027: veja previsão de vagas e últimas atualizações, consultado em 6 de novembro de 2026.

Tiago Zanolla
Tiago Zanolla Tiago Zanolla é professor de Ética no Serviço Público, Estatuto dos Servidores e Legislação Institucional na Estratégia Concursos desde 2016. Foi técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná entre 2011 e 2023 e é fundador da UFEM Educacional.
Fundador da UFEMEx-técnico judiciário TJ-PRProfessor na Estratégia desde 2016

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial, sem relação com a sede do órgão.

Mais notícias de Administrativo Geral · Página inicial