Fachada da sede da Controladoria-Geral da União, órgão responsável pelo concurso para auditor.
FISCAL E TRIBUTÁRIO

Concurso CGU 2026: veja provas, notas mínimas e datas

Seleção oferece 60 vagas imediatas para auditor, com remuneração de R$ 20.000,00 e avaliações objetiva e discursiva em dezembro.

60 vagas imediatasCebraspeNível superior

O Concurso CGU 2026 oferece 60 vagas imediatas e cadastro de reserva para Auditor Federal de Finanças e Controle, com remuneração de R$ 20.000,00. As inscrições vão até 4 de novembro de 2026, com taxa de R$ 170,00, para candidatos com nível superior em qualquer área. As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 13 de dezembro de 2026, sob organização do Cebraspe.

Ficha do concurso

  • Órgão: Controladoria-Geral da União, CGU.
  • Situação: edital publicado.
  • Banca: Cebraspe.
  • Cargo: Auditor Federal de Finanças e Controle.
  • Especialidades: Auditoria, Ciência de Dados, Infraestrutura de TI e Desenvolvimento de Sistemas.
  • Vagas: 60 imediatas, além de cadastro de reserva.
  • Escolaridade: nível superior em qualquer área de formação.
  • Remuneração: R$ 20.000,00.
  • Inscrições: de 10 de outubro de 2026 a 4 de novembro de 2026.
  • Taxa: R$ 170,00.
  • Provas: 13 de dezembro de 2026.
  • Lotação: Distrito Federal, Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.
  • Validade: dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois.

Concurso CGU 2026: como será a prova objetiva

A prova objetiva terá 170 itens de julgamento certo ou errado, com duração de cinco horas no turno da manhã. A pontuação máxima será de 260 pontos. Para entender essa conta, é preciso observar que os itens de conhecimentos específicos valem o dobro dos itens dos outros dois blocos.

  • P1, conhecimentos básicos: 40 itens, com valor de um ponto por item e máximo de 40 pontos.
  • P2, conhecimentos complementares: 40 itens, com valor de um ponto por item e máximo de 40 pontos.
  • P3, conhecimentos específicos: 90 itens, com valor de dois pontos por item e máximo de 180 pontos.

Na correção, o acerto acrescenta o valor do item à nota. O erro desconta esse mesmo valor. Item sem marcação ou com marcação dupla não gera pontos. Portanto, a quantidade de acertos, isoladamente, não explica o resultado: também é necessário considerar os erros e o peso de cada bloco.

Na preparação para esse concurso público, vale organizar os exercícios com a mesma lógica de pontuação. Isso permite acompanhar a nota líquida em cada prova e identificar em qual bloco o desempenho precisa melhorar.

Notas mínimas e critérios de eliminação

O edital estabelece limites de pontuação por bloco e também para a soma da prova objetiva. Todos esses critérios precisam ser atendidos. Um resultado total suficiente não afasta a eliminação quando a nota de uma das partes fica abaixo do mínimo exigido.

  • Conhecimentos básicos: mínimo de oito pontos.
  • Conhecimentos complementares: mínimo de 12 pontos.
  • Conhecimentos específicos: mínimo de 54 pontos.
  • Total das provas objetivas: mínimo de 78 pontos.

A eliminação ocorre quando a nota fica inferior a qualquer um desses limites. Por isso, concentrar toda a preparação na parte específica pode deixar o candidato exposto aos cortes dos conhecimentos básicos e complementares, mesmo com o maior peso da P3.

Outro cuidado: alcançar os mínimos não equivale a garantir uma vaga. As avaliações têm caráter eliminatório e classificatório. Os limites indicam as condições de pontuação para não ser eliminado por esses critérios, enquanto as notas também participam da classificação.

Prova discursiva terá duas questões

A prova discursiva acontecerá à tarde, no mesmo dia da objetiva, com duração de três horas e 30 minutos. O valor máximo será de 100 pontos, distribuídos entre duas questões com conteúdos e limites de resposta diferentes.

  1. Primeira questão: conhecimentos complementares, com resposta de até 30 linhas e valor máximo de 30 pontos.
  2. Segunda questão: situação-problema sobre conhecimentos específicos da especialidade, com resposta de até 60 linhas e valor máximo de 70 pontos.

Para ser aprovado nessa avaliação, será necessário alcançar pelo menos 50 pontos. Assim como a objetiva, a discursiva será eliminatória e classificatória. A segunda questão concentra a maior parcela da pontuação e exige preparação vinculada à especialidade escolhida.

Uma forma prática de organizar o estudo é treinar respostas separadas para os dois formatos. O candidato precisa desenvolver o conteúdo dentro do espaço disponível e administrar o tempo total da avaliação. O limite de linhas deve orientar o treino desde o início, especialmente na resolução da situação-problema.

O que cai na prova

Os conhecimentos básicos e complementares serão comuns às quatro especialidades. Na parte básica, estão previstos Estado, democracia, direitos e ciência política; sociedade brasileira, desigualdades, diversidade e desenvolvimento; ética pública e responsabilidade profissional; administração pública e fundamentos de políticas públicas.

O bloco complementar reúne governança, gestão de riscos e integridade; transparência, ouvidoria e participação social; direito público aplicado, controle e responsabilização; evidências, dados e inteligência artificial; auditoria governamental e atuação integrada da CGU.

Ética pública e responsabilidade profissional são temas diretamente ligados ao estudo de Ética no Serviço Público. Já administração pública, direito público aplicado, controle e responsabilização fazem a conexão com a preparação em Direito Administrativo. Esses assuntos aparecem dentro dos blocos comuns, que também possuem notas mínimas próprias.

Para montar o planejamento, separe os conteúdos básicos dos complementares. Essa distinção importa porque os complementares também serão cobrados na primeira questão discursiva. O estudo desse bloco deve contemplar tanto o julgamento de itens quanto a construção de respostas escritas.

Conteúdos específicos por especialidade

A parte específica muda conforme a escolha do candidato. Ela concentra 90 itens da objetiva, com valor máximo de 180 pontos, e será o conteúdo da situação-problema na discursiva. Confira os principais temas apresentados para cada especialidade:

  • Auditoria: auditoria governamental; finanças públicas; orçamento e contabilidade pública; políticas públicas; auditoria de contratações e transferências; integridade, transparência e responsabilização.
  • Ciência de Dados: estatística; programação e análise de dados; engenharia, arquitetura e governança de dados; aprendizado de máquina e inteligência artificial; gestão de soluções de dados e IA.
  • Infraestrutura de TI: redes; sistemas e plataformas de dados; computação em nuvem; virtualização e automação; cibersegurança; privacidade e continuidade de serviços; gestão de serviços digitais.
  • Desenvolvimento de Sistemas: engenharia de software e programação; arquitetura e integração de sistemas; persistência, integração e proteção de dados; desenvolvimento seguro; qualidade e gestão da entrega.

O planejamento deve acompanhar essa divisão. Os blocos comuns servem às quatro especialidades, mas o treino da P3 e da segunda questão discursiva precisa seguir os conteúdos da área escolhida.

Calendário e locais das avaliações

As provas estão previstas para as 27 capitais das Unidades da Federação. Se não houver espaço adequado ou suficiente, o Cebraspe poderá aplicar as avaliações em outra localidade. O candidato deve conferir o endereço efetivamente indicado para sua aplicação.

  1. 4 de novembro de 2026: encerramento das inscrições.
  2. 2 de dezembro de 2026: previsão de abertura da consulta aos locais de prova.
  3. 13 de dezembro de 2026, pela manhã: prova objetiva, com duração de cinco horas.
  4. 13 de dezembro de 2026, à tarde: prova discursiva, com duração de três horas e 30 minutos.

Como as avaliações ocorrerão em dois turnos, o planejamento do dia precisa considerar a permanência para ambas. O cronograma poderá ser alterado pela CGU ou pelo Cebraspe, mediante divulgação por edital. Acompanhar essas comunicações é necessário mesmo depois de organizar deslocamento e hospedagem.

Reservas de vagas e procedimentos complementares

Após a etapa objetiva, candidatos convocados pelas reservas de vagas poderão passar por procedimentos complementares previstos no edital. As fases podem envolver análise documental e avaliação presencial para pessoas com deficiência.

Também estão previstas a possibilidade de confirmação complementar da autodeclaração de candidatos negros e a verificação documental de candidatos indígenas e quilombolas. Cada convocação deve ser acompanhada para identificar o procedimento aplicável.

O material apresentado não detalha as datas dessas fases. Por isso, além das notas das provas, quem concorre por reserva de vagas precisa acompanhar os atos específicos de convocação e as orientações documentais correspondentes.

60 vagasimediatas, além de cadastro de reserva
Uma segunda graduação para ampliar suas opções Tecnólogo EAD em instituição credenciada pelo MEC. O prazo de conclusão depende do aproveitamento de cada aluno (LDB, art. 47, parágrafo 2 grau).

Perguntas frequentes

Quando serão as provas do concurso CGU 2026?

As provas estão previstas para 13 de dezembro de 2026. A objetiva será pela manhã, com cinco horas de duração, e a discursiva à tarde, com três horas e 30 minutos.

Qual é o salário e quantas vagas tem o concurso CGU?

São 60 vagas imediatas e cadastro de reserva para Auditor Federal de Finanças e Controle, com remuneração de R$ 20.000,00.

Até quando posso me inscrever no concurso CGU 2026?

As inscrições vão até 4 de novembro de 2026. A taxa é de R$ 170,00 e a escolaridade exigida é nível superior em qualquer área de formação.

Uma resposta errada perde pontos na prova da CGU?

Sim. O erro desconta o valor do item: um ponto nos blocos básicos e complementares e dois pontos nos específicos. Item em branco ou com marcação dupla não pontua.

Qual é a nota mínima para passar nas provas da CGU?

Na objetiva, os mínimos são oito pontos em básicos, 12 em complementares, 54 em específicos e 78 no total. Na discursiva, são 50 pontos. Atingir os mínimos não garante uma vaga.

Fontes verificadas

Gran Cursos Online: Concurso CGU: veja como serão as provas de 2026, consultado em 26 de outubro de 2026.

Tiago Zanolla
Tiago Zanolla Tiago Zanolla é professor de Ética no Serviço Público, Estatuto dos Servidores e Legislação Institucional na Estratégia Concursos desde 2016. Foi técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná entre 2011 e 2023 e é fundador da UFEM Educacional.
Fundador da UFEMEx-técnico judiciário TJ-PRProfessor na Estratégia desde 2016

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial, sem relação com a sede do órgão.

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