Fachada da sede da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
FISCAL E TRIBUTÁRIO

Concurso PGFN 2026: 50 vagas e banca do ENAP em definição

Seleção para Procurador da Fazenda Nacional tem subsídio inicial de R$ 27.264,30 e previsão de edital até o final de 2026.

50 vagas autorizadasInicial de R$ 27.264,30Bacharelado em Direito

O concurso PGFN 2026 tem 50 vagas autorizadas para Procurador da Fazenda Nacional, com subsídio inicial de R$ 27.264,30. A escolha da banca do Exame Nacional da Advocacia Pública (ENAP), etapa habilitatória comum, está em andamento. Os editais estão previstos até o final de 2026, mas o prazo de inscrição ainda não foi divulgado.

Ficha do concurso

  • Órgão: Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
  • Cargo: Procurador da Fazenda Nacional.
  • Situação: concurso autorizado, com banca do ENAP em definição.
  • Vagas autorizadas: 50.
  • Subsídio inicial: R$ 27.264,30.
  • Escolaridade: nível superior, com bacharelado em Direito.
  • Prática forense: dois anos entre os requisitos apresentados para a carreira.
  • Lotação: nacional.
  • Previsão dos editais: até o final de 2026.
  • Inscrições e provas: datas ainda não divulgadas.

O ponto central para quem acompanha esse concurso público é separar a autorização das vagas da publicação do edital. A autorização já ocorreu, mas o calendário de participação e as regras detalhadas da nova seleção ainda dependem dos documentos de abertura.

Concurso PGFN 2026: o que está autorizado

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos autorizou 50 vagas para Procurador da Fazenda Nacional em 2 de julho de 2026. Esse é o quantitativo autorizado para a PGFN e deve ser distinguido dos números relativos às demais carreiras envolvidas no novo formato.

Além das vagas da PGFN, estão previstas outras 120: 50 para Advogado da União, 50 para Procurador Federal e 20 para Procurador do Banco Central. Esses postos pertencem a carreiras diferentes, ainda que a seleção passe a contar com uma etapa comum de habilitação.

Um estudo interno realizado em janeiro de 2026 havia apontado necessidade de provimento de 59 novos cargos de procurador. Já o levantamento de junho de 2026 registrava 2.400 cargos existentes, dos quais 2.235 estavam preenchidos e 165 vagos. Cargos vagos e necessidade identificada em estudo não equivalem a vagas autorizadas no concurso: para esta seleção da PGFN, o número informado permanece em 50.

Como o ENAP entra na seleção

O Conselho Superior da AGU aprovou, em setembro de 2026, o novo formato do concurso unificado e a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública. O ENAP será uma etapa comum e habilitatória, sem impacto na classificação final dos concursos.

A proposta permite a escolha da carreira a partir da segunda fase e busca ampliar o número de candidatos aprovados. Para o candidato, a distinção é importante: obter a habilitação no exame comum não corresponde à classificação final para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional.

  1. Participar do ENAP, previsto como etapa comum de habilitação.
  2. Escolher a carreira a partir da segunda fase, conforme o novo formato aprovado.
  3. Cumprir as etapas específicas e as regras que serão detalhadas nos editais dos concursos.

A atualização de 8 de outubro de 2026 informa que a escolha da banca do ENAP está em andamento. O nome da organizadora ainda não foi divulgado. Também não há datas concretas de inscrição ou aplicação das provas; a previsão apresentada é de publicação dos editais até o final de 2026.

Remuneração inicial e categorias da carreira

O subsídio inicial informado para Procurador é de R$ 27.264,30, correspondente à Segunda Categoria. A estrutura remuneratória foi atualizada pela Lei nº 15.141/2025, com efeitos financeiros das novas tabelas a partir de 1º de abril de 2026.

  • Segunda Categoria: R$ 27.264,30.
  • Primeira Categoria: R$ 31.327,92.
  • Categoria Especial: R$ 35.423,96.

Os valores representam posições distintas na estrutura da carreira. Por isso, o patamar de R$ 35.423,96 não deve ser apresentado como remuneração de entrada: ele corresponde à Categoria Especial. Para avaliar o ingresso pelo concurso público, a referência informada é o subsídio da Segunda Categoria.

Não foram detalhados valores de benefícios nem uma composição adicional da remuneração. Também não há, nas informações apresentadas, regras de progressão entre as categorias. O dado disponível para comparação objetiva é a tabela de subsídios vigente desde abril de 2026.

Requisitos e atribuições do procurador

A carreira exige bacharelado em Direito e dois anos de prática forense. Os requisitos apresentados também incluem aptidão física e mental, documento de identidade e idade mínima de dezoito anos completos na data da posse.

É exigida inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, ressalvados os casos de incompatibilidade para o exercício da advocacia. Nessa situação, deve ser apresentada comprovação da incompatibilidade certificada pela OAB. O novo edital deverá ser consultado para conferir os procedimentos e documentos aplicáveis à seleção.

As atribuições incluem apurar a liquidez e a certeza da dívida ativa tributária da União, inscrevê-la para cobrança e representar a União na execução dessa dívida. O procurador também atua nas causas de natureza fiscal.

Outra frente é o exame prévio da legalidade de contratos, acordos, ajustes e convênios de interesse do Ministério da Fazenda, inclusive os relacionados à dívida pública externa. A carreira abrange ainda consultoria e assessoramento jurídicos no âmbito do Ministério e de seus órgãos autônomos e entes tutelados.

O que cai na prova

O conteúdo programático do novo concurso ainda não foi divulgado. O edital de 2022 oferece uma referência histórica de disciplinas, mas não confirma o programa que será adotado no ENAP ou nas etapas específicas da próxima seleção.

Na prova objetiva anterior, o Grupo I reuniu Direito Tributário, Direito Financeiro e Econômico e Direito da Seguridade Social. O Grupo II abrangeu Direito Processual Civil, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Penal e Processual Penal, além de Direito do Trabalho e Processual do Trabalho.

O Grupo III contemplou Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Internacional Público. Direito Administrativo também apareceu na prova oral, o que demonstra sua presença em diferentes etapas daquele concurso. Sua cobrança na nova seleção, porém, dependerá do conteúdo a ser publicado.

A objetiva anterior teve 100 questões de múltipla escolha: 34 no Grupo I, 34 no Grupo II e 32 no Grupo III. A aprovação exigiu aproveitamento mínimo de 50% em cada grupo. Esse critério pertence ao concurso anterior e não deve ser tratado como regra já definida para 2026.

Etapas do concurso anterior

O edital de 2022 ofereceu 100 vagas e formação de cadastro de reserva, com cinco vagas reservadas para PcD e 20 para PPP. A prova objetiva foi organizada pelo Cebraspe e aplicada em 21 de maio de 2023, nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal.

  1. Prova objetiva, com caráter eliminatório e classificatório.
  2. Três provas discursivas, também eliminatórias e classificatórias.
  3. Prova oral, com caráter eliminatório e classificatório.
  4. Avaliação de títulos, exclusivamente classificatória.
  5. Sindicância de vida pregressa, de caráter eliminatório.

As discursivas incluíram parecer jurídico, peça judicial, dissertação e questões. Cada prova teve duração de cinco horas e valor máximo de 100 pontos. A oral valeu 100 pontos, durou até 25 minutos e exigiu aproveitamento mínimo de 50%.

A avaliação de títulos permitiu até 30 pontos, considerando experiência jurídica, magistério superior, produção científica e formação acadêmica, entre outros critérios. Essas informações ajudam a entender o histórico da seleção, sem antecipar as etapas do novo edital.

O que acompanhar até a publicação do edital

O próximo ponto a acompanhar é a definição da banca do ENAP. Depois, os editais deverão detalhar como a habilitação comum se articula com a seleção para Procurador da Fazenda Nacional. A previsão de publicação até o final de 2026 ainda não corresponde a uma data marcada.

  • Organização: nome da banca responsável pelo ENAP.
  • Calendário: períodos de inscrição e datas das avaliações.
  • Conteúdo: disciplinas e distribuição das questões.
  • Regras: critérios de habilitação e etapas específicas da carreira.
  • Documentação: forma de comprovação dos requisitos exigidos.

Enquanto esses detalhes não são publicados, o candidato pode organizar a leitura do edital anterior, identificando o que é histórico e o que já está confirmado para a nova seleção. Hoje, os dados centrais são as 50 vagas autorizadas, o subsídio inicial de R$ 27.264,30 e a adoção do ENAP como etapa habilitatória comum.

50 vagasautorizadas para Procurador da Fazenda Nacional
Segunda graduação para ampliar suas opções de concurso Tecnólogo EAD em instituição credenciada pelo MEC. O prazo de conclusão depende do aproveitamento de cada aluno (LDB, art. 47, parágrafo 2 grau).

Perguntas frequentes

Quantas vagas estão autorizadas no concurso PGFN 2026?

São 50 vagas para Procurador da Fazenda Nacional, autorizadas em 2 de julho de 2026. Os 165 cargos vagos registrados no quadro não equivalem ao total autorizado.

Qual é o salário inicial de Procurador da Fazenda Nacional?

O subsídio inicial informado é de R$ 27.264,30, na Segunda Categoria. A tabela chega a R$ 35.423,96 na Categoria Especial.

Quando sai o edital do concurso PGFN 2026?

A previsão é de publicação dos editais do ENAP e dos novos concursos até o final de 2026. Ainda não foram divulgadas datas de inscrição ou de provas.

Qual será a banca do ENAP?

A banca ainda está em definição. A atualização de 8 de outubro de 2026 informa que o processo de escolha está em andamento.

Quais são os requisitos para ser Procurador da Fazenda Nacional?

Os requisitos apresentados incluem bacharelado em Direito, dois anos de prática forense e inscrição na OAB, ressalvada incompatibilidade certificada pela Ordem, além das demais exigências da carreira.

Fontes verificadas

Gran Cursos Online: Concurso PGFN Procurador está com banca em definição!, consultado em 12 de outubro de 2026.

Tiago Zanolla
Tiago Zanolla Tiago Zanolla é professor de Ética no Serviço Público, Estatuto dos Servidores e Legislação Institucional na Estratégia Concursos desde 2016. Foi técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná entre 2011 e 2023 e é fundador da UFEM Educacional.
Fundador da UFEMEx-técnico judiciário TJ-PRProfessor na Estratégia desde 2016

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial, sem relação com a sede do órgão.

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