Fachada da sede de um tribunal do Poder Judiciário.
TRIBUNAIS

Concursos tribunais 2027: PLOA prevê 5.591 vagas

Previsão reúne Judiciário Federal, MPU e DPU, com criação de cargos e provimento de vagas existentes.

5.591 vagas previstasPLOA 2027Editais em diferentes fases

O panorama de concursos tribunais 2027 reúne 5.591 vagas previstas no Projeto de Lei Orçamentária Anual para o Judiciário Federal, o MPU e a DPU. O total inclui criação de cargos e provimento de vagas existentes, com possibilidade de nomeações e novos editais. Não há salário único nem prazo geral de inscrição informado para esse conjunto.

Ficha do concurso

  • Abrangência: Judiciário Federal, Ministério Público da União e Defensoria Pública da União.
  • Situação: previsão no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027.
  • Total previsto: 5.591 vagas.
  • Poder Judiciário: 5.131 vagas.
  • Ministério Público da União: 277 vagas.
  • Defensoria Pública da União: 183 vagas.
  • Finalidade: criação de cargos e provimento de vagas existentes.
  • Escolaridade: depende do cargo e do respectivo edital.
  • Remuneração: não há valor único informado para o conjunto.
  • Inscrições: não há prazo geral informado.

Esta ficha resume a previsão orçamentária federal. Os concursos de tribunais estaduais e de outras instituições apresentados adiante têm situações próprias. Seus quantitativos não devem ser acrescentados automaticamente às 5.591 vagas como se todos integrassem uma mesma seleção.

Concursos tribunais 2027: como entender a previsão

O primeiro cuidado é distinguir previsão orçamentária de oferta em edital. As 5.591 vagas reúnem duas situações: criação de novos cargos e provimento de vagas já existentes. A criação depende da aprovação de leis específicas. Já o provimento pode abrir espaço para nomeações de candidatos aprovados em concursos vigentes, além da possibilidade de novos editais.

Portanto, o número não corresponde a 5.591 inscrições disponíveis nem a uma seleção unificada. Para quem acompanha concurso público, ele funciona como um panorama das oportunidades previstas para as instituições abrangidas pelo projeto. Ainda é necessário observar o andamento de cada órgão.

O levantamento também reúne seleções em estudos, solicitações, autorizações, comissões formadas e bancas definidas. Esses estágios não são equivalentes. Uma solicitação de concurso, por exemplo, não deve ser apresentada como edital publicado. Da mesma forma, uma banca definida não permite deduzir uma data de prova que ainda não foi informada.

Judiciário, MPU e DPU: distribuição das vagas

O Poder Judiciário concentra 5.131 vagas no PLOA de 2027. Desse total, 1.868 correspondem à previsão de criação e 3.263 ao provimento. A distribuição alcança o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, a Justiça Federal, a Justiça Militar da União, a Justiça Eleitoral, a Justiça do Trabalho, a Justiça do Distrito Federal e Territórios e o Conselho Nacional de Justiça.

No Ministério Público da União, estão previstas 277 vagas para provimento, sem previsão de criação de novos cargos. A relação apresentada contempla Ministério Público Federal, Ministério Público Militar, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Ministério Público do Trabalho, Escola Superior do Ministério Público e Conselho Nacional do Ministério Público.

Para a Defensoria Pública da União, a previsão é de 183 vagas: 91 para criação e 92 para provimento. Esses são os números referentes ao recorte de 2027. Não há detalhamento, nesse quadro, dos cargos, das especialidades ou da escolaridade de cada oportunidade.

Tribunais estaduais: concursos em preparação

O Tribunal de Justiça de São Paulo tem preparativos internos para concursos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça. O quadro apresentado indica formação de nível médio e superior, vagas a definir e salário de R$ 6.615,64, além de benefícios. A informação não individualiza esse valor por cargo.

No Tribunal de Justiça do Amazonas, a expectativa anunciada é de 400 vagas para servidores, com cargos ainda a definir. As remunerações de R$ 4.558,34 e R$ 8.936,96 são referências do último edital, portanto não devem ser tratadas como valores já confirmados para uma nova seleção.

O Tribunal de Justiça do Piauí aparece com 25 vagas para Analista Judiciário, exigência de nível superior e faixa salarial de R$ 4.278,80 a R$ 8.644,53, além de benefícios. No Tribunal de Justiça da Paraíba, a FGV está definida para a seleção de Analista Judiciário, com 56 vagas e remuneração de R$ 5.553,66 a R$ 7.244,79.

Já o Tribunal de Justiça do Paraná iniciou a escolha da banca para Engenheiro Civil, Engenheiro Mecânico e Engenheiro Eletricista. As vagas estão a definir, e a remuneração informada é de R$ 19.727,44, além de benefícios.

Justiça do Trabalho e Federal: perspectivas

Na Justiça do Trabalho, há seleções previstas para Técnico e Analista, com exigência de nível superior. As remunerações apresentadas para esses cargos são de R$ 9.776,74 e R$ 16.041,21, respectivamente. Cada concurso precisa ser acompanhado individualmente, pois o quadro não estabelece uma quantidade comum de vagas.

O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais aparece com possibilidade de 444 vagas em razão das vacâncias. A palavra possibilidade merece atenção: esse quantitativo não é apresentado como oferta definitiva de um edital. No Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, foi instituído um grupo de trabalho, com expectativa de publicação do edital ainda em 2026.

O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região pretende realizar novo concurso após o término da validade da seleção anterior, em 5 de dezembro de 2026. Essa data corresponde à validade do concurso anterior, não a uma abertura de inscrições.

Na Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região tem a Vunesp definida para novo concurso de Analista Judiciário, área Judiciária. O quantitativo de vagas ainda não foi informado. Para os tribunais regionais eleitorais, o panorama não apresenta oportunidades específicas previstas.

Defensorias e AGU: outras oportunidades

Além dos tribunais, há seleções em preparação nas defensorias e na Advocacia-Geral da União. Na AGU, foi solicitada uma seleção com 403 vagas para Analista e Técnico, com formação superior e remuneração informada de R$ 4.407,90 a R$ 7.736,77. O status é de solicitação.

A Defensoria Pública do Amazonas tem a FCC definida como banca. A previsão reúne cinco vagas imediatas e cadastro de reserva, com cargos de nível médio e superior e salários de R$ 4.713,02 a R$ 8.006,38. Na Defensoria Pública do Distrito Federal, o Instituto Access está definido para sete vagas e cadastro de reserva de Analista de Apoio à Assistência Judiciária, com salário de R$ 8.828,12.

Na Defensoria Pública do Maranhão, está em produção o termo de referência para escolha da banca. A Defensoria Pública da Bahia tem comissão formada, mas cargos, vagas e remuneração ainda estão a definir. Essas seleções têm tramitação própria e não compõem automaticamente o total federal destacado no PLOA.

O que cai na prova

O conteúdo programático ainda não foi divulgado no panorama apresentado. Não há uma lista de disciplinas que permita afirmar o que será cobrado em cada concurso público mencionado. Também não foram informados os formatos das provas ou a distribuição de questões por matéria.

Assim, não é possível confirmar a cobrança de Ética no Serviço Público, Direito Administrativo, Estatuto dos Servidores, Legislação Institucional, Regimento Interno ou Lei Orgânica nessas futuras seleções. A confirmação depende do conteúdo programático do respectivo edital.

Ao organizar o estudo, trate a lista de oportunidades como um ponto de partida para escolher órgãos e cargos. Quando houver edital, confira as disciplinas, as normas indicadas e as exigências específicas. Isso evita transformar uma expectativa de conteúdo em obrigação de estudo supostamente confirmada.

Como acompanhar cada edital

  1. Escolha o cargo: diferencie as oportunidades com formação média, superior ou requisitos ainda não informados.
  2. Confira a fase: identifique se há apenas solicitação, estudos, autorização, comissão ou banca definida.
  3. Separe os quantitativos: observe se o número representa previsão orçamentária, possibilidade por vacâncias, vagas imediatas ou cadastro de reserva.
  4. Verifique a remuneração: valores identificados como referência do último edital precisam ser conferidos na nova seleção.
  5. Acompanhe o calendário: aguarde a divulgação das inscrições e das provas de cada concurso.

O ponto central é acompanhar a evolução de cada seleção sem transformar previsão em certeza. Há oportunidades em diferentes fases, mas o panorama não informa um calendário único. A decisão sobre inscrição exige conferir o edital do cargo pretendido.

5.591 vagasprevistas no PLOA de 2027 para Judiciário, MPU e DPU
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Perguntas frequentes

Quantas vagas estão previstas nos concursos tribunais 2027?

O PLOA de 2027 prevê 5.591 vagas: 5.131 no Judiciário, 277 no MPU e 183 na DPU. O total reúne criação de cargos e provimento de vagas existentes.

As 5.591 vagas já estão disponíveis em edital?

Não. O total é uma previsão orçamentária, que pode contemplar nomeações em concursos vigentes e novos editais. A criação de cargos depende de leis específicas.

Qual é o salário dos concursos de tribunais?

Não existe salário único. No panorama, o TJ-PR informa R$ 19.727,44 para engenheiros, além de benefícios. Outros cargos e órgãos têm valores próprios.

Quando abrem as inscrições dos concursos de tribunais?

Não foi informado um prazo geral de inscrições. Cada concurso terá calendário próprio, que deverá ser conferido no respectivo edital.

Quais matérias vão cair nas provas dos tribunais?

O conteúdo programático ainda não foi divulgado no panorama apresentado. Não é possível confirmar disciplinas ou normas específicas para as futuras seleções.

Fontes verificadas

Estratégia Concursos: Concursos Tribunais: mais de 5 mil vagas previstas para 2027, consultado em 13 de outubro de 2026.

Tiago Zanolla
Tiago Zanolla Tiago Zanolla é professor de Ética no Serviço Público, Estatuto dos Servidores e Legislação Institucional na Estratégia Concursos desde 2016. Foi técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Paraná entre 2011 e 2023 e é fundador da UFEM Educacional.
Fundador da UFEMEx-técnico judiciário TJ-PRProfessor na Estratégia desde 2016

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial, sem relação com a sede do órgão.

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