Provas do concurso CGU 2026: regras, notas e datas
Seleção para Auditor Federal de Finanças e Controle terá 170 itens e duas questões discursivas, com aplicação prevista nas 27 capitais.
O concurso CGU 2026 oferece 60 vagas imediatas e cadastro de reserva para Auditor Federal de Finanças e Controle, com remuneração de R$ 20.000,00 e exigência de nível superior em qualquer área. As inscrições seguem até 4 de novembro de 2026, com taxa de R$ 170,00. As provas objetiva e discursiva estão previstas para 13 de dezembro de 2026, nas 27 capitais brasileiras.
Ficha do concurso
- Órgão: Controladoria-Geral da União, CGU.
- Situação: edital publicado.
- Banca organizadora: Cebraspe.
- Cargo: Auditor Federal de Finanças e Controle, AFFC.
- Especialidades: Auditoria, Ciência de Dados, Infraestrutura de TI e Desenvolvimento de Sistemas.
- Vagas: 60 imediatas, além de cadastro de reserva.
- Escolaridade: nível superior em qualquer área de formação.
- Remuneração: R$ 20.000,00.
- Lotação: Distrito Federal, Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.
- Inscrições: de 10 de outubro a 4 de novembro de 2026.
- Taxa: R$ 170,00, com pagamento até 6 de novembro de 2026.
- Provas: 13 de dezembro de 2026, nas 27 capitais brasileiras.
- Validade: dois anos, podendo ser prorrogada por mais dois.
Como será a objetiva do concurso CGU 2026
A prova objetiva será aplicada pela manhã e terá duração de cinco horas. O candidato responderá a 170 itens no modelo certo ou errado, distribuídos em conhecimentos básicos, complementares e específicos. A pontuação máxima será de 260 pontos.
- P1, conhecimentos básicos: 40 itens, com valor de 1 ponto cada e máximo de 40 pontos.
- P2, conhecimentos complementares: 40 itens, com valor de 1 ponto cada e máximo de 40 pontos.
- P3, conhecimentos específicos: 90 itens, com valor de 2 pontos cada e máximo de 180 pontos.
A regra de correção exige atenção: uma resposta correta soma o valor do item, enquanto uma resposta errada desconta esse mesmo valor. Item sem marcação ou com marcação dupla não gera pontos.
Portanto, o número de acertos isolado não representa a nota final. Nos conhecimentos específicos, cada erro desconta dois pontos; nos outros dois blocos, desconta um. Esse funcionamento deve orientar a leitura dos resultados dos exercícios e simulados durante a preparação.
Notas mínimas e critérios de eliminação
O edital estabelece quatro limites de pontuação para a prova objetiva. Será eliminado quem apresentar qualquer um dos resultados abaixo, mesmo que tenha desempenho superior ao mínimo em outro bloco:
- Conhecimentos básicos: menos de 8 pontos.
- Conhecimentos complementares: menos de 12 pontos.
- Conhecimentos específicos: menos de 54 pontos.
- Total da objetiva: menos de 78 pontos na soma dos três blocos.
Na prática, a conferência precisa ser feita em duas etapas: primeiro, verificar cada bloco separadamente; depois, conferir a soma. Uma pontuação total suficiente não compensa o descumprimento de um limite individual.
Esses valores são critérios para evitar a eliminação na objetiva. Não devem ser tratados como garantia de classificação nas vagas do concurso público. Para organizar os estudos, acompanhe o desempenho em cada grupo de conhecimentos, considerando os descontos pelas respostas erradas.
O que cai na prova: conteúdos comuns
Os conhecimentos básicos e complementares serão comuns às quatro especialidades. Isso significa que todos os candidatos terão esses dois conjuntos de conteúdos, independentemente da área escolhida.
Em conhecimentos básicos, estão previstos: Estado, democracia, direitos e ciência política; sociedade brasileira, desigualdades, diversidade e desenvolvimento; ética pública e responsabilidade profissional; administração pública e fundamentos de políticas públicas.
Nos complementares, entram governança, riscos e integridade; transparência, ouvidoria e participação social; direito público aplicado, controle e responsabilização; evidências, dados e inteligência artificial; auditoria governamental e atuação integrada da CGU.
Para quem acompanha minhas aulas de Ética no Serviço Público, a conexão é direta: ética pública e responsabilidade profissional aparecem expressamente entre os conhecimentos básicos. Integridade, transparência e responsabilização também estão presentes no programa informado.
Há outro ponto relevante para o planejamento: os conhecimentos complementares serão cobrados tanto na objetiva quanto em uma questão discursiva. Assim, a preparação desse bloco precisa contemplar o julgamento dos itens e a capacidade de desenvolver uma resposta escrita.
Conhecimentos específicos por especialidade
O bloco específico muda conforme a escolha do candidato. Ele reúne 90 itens e pode alcançar 180 pontos na objetiva. A especialidade também determinará o tema da situação-problema na discursiva.
- Auditoria: auditoria governamental; finanças públicas; orçamento e contabilidade pública; políticas públicas; auditoria de contratações e transferências; integridade, transparência e responsabilização.
- Ciência de Dados: estatística; programação e análise de dados; engenharia, arquitetura e governança de dados; aprendizado de máquina e inteligência artificial.
- Infraestrutura de TI: redes; sistemas e plataformas de dados; computação em nuvem; virtualização; automação; cibersegurança; privacidade e continuidade de serviços.
- Desenvolvimento de Sistemas: engenharia de software; programação; arquitetura e integração de sistemas; proteção de dados; desenvolvimento seguro; qualidade e gestão da entrega.
Ao montar o cronograma, separe os conteúdos comuns dos temas da sua especialidade. Essa divisão acompanha a estrutura da avaliação e ajuda a conferir se a preparação cobre os três blocos previstos no edital.
Prova discursiva: formato e aprovação
A discursiva será aplicada à tarde, no mesmo dia da objetiva, com duração de três horas e 30 minutos. A avaliação valerá 100 pontos e terá duas partes com limites de extensão diferentes.
- Conhecimentos complementares: uma questão discursiva de até 30 linhas, valendo 30 pontos.
- Conhecimentos específicos: uma situação-problema relacionada à especialidade escolhida, com até 60 linhas e valor de 70 pontos.
Para ser aprovado nessa prova, o candidato deverá alcançar pelo menos 50 pontos. O resultado será calculado pela soma das duas questões.
O treino de escrita deve respeitar os formatos e os limites de linhas informados. Como a segunda resposta será vinculada à especialidade, vale integrar a revisão dos conhecimentos específicos à resolução escrita de situações-problema. Também é necessário reservar atenção aos conhecimentos complementares, que compõem a primeira questão.
Cronograma de inscrições, provas e resultados
As inscrições começaram em 10 de outubro de 2026 e seguem até 4 de novembro de 2026. O período de solicitação de isenção ocorreu de 10 a 16 de outubro de 2026. Para acompanhar as próximas fases, observe as datas previstas:
- 4 de novembro de 2026: encerramento das inscrições.
- 6 de novembro de 2026: prazo final para pagamento da taxa.
- 2 de dezembro de 2026: consulta aos locais de prova.
- 13 de dezembro de 2026: provas objetiva e discursiva.
- 15 de dezembro de 2026: gabaritos preliminares e padrão de resposta.
- 14 de janeiro de 2027: resultado final das provas objetivas.
- 21 de fevereiro de 2027: procedimentos presenciais de reserva de vagas.
- 23 de março de 2027: resultado final dos procedimentos e resultado provisório da discursiva.
- 15 de abril de 2027: resultado final do concurso.
As datas podem ser alteradas pela CGU ou pelo Cebraspe, com divulgação por edital. A primeira retificação modificou as formas de pagamento da taxa e atualizou prazos de atendimento especializado, mantendo a previsão das provas para 13 de dezembro de 2026.
Procedimentos complementares das reservas de vagas
Além das avaliações, os candidatos convocados pelas reservas de vagas poderão passar por procedimentos complementares. O formato previsto varia conforme o grupo:
- Pessoas com deficiência: análise documental e, quando necessário, avaliação presencial.
- Candidatos negros: confirmação complementar presencial.
- Candidatos indígenas e quilombolas: verificação documental complementar.
A data prevista para os procedimentos presenciais é 21 de fevereiro de 2027. Já o resultado final desses procedimentos está programado para 23 de março de 2027, junto do resultado provisório da prova discursiva.
Quem concorre por uma reserva deve acompanhar as respectivas convocações e conferir qual procedimento se aplica à sua participação. Essa etapa integra o calendário da seleção e exige acompanhamento além dos resultados das provas objetiva e discursiva.
Estratégia Concursos
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Tecnólogo EAD em instituição credenciada pelo MEC. O prazo de conclusão depende do aproveitamento de cada aluno (LDB, art. 47, parágrafo 2 grau).
Perguntas frequentes
Quando serão as provas do concurso CGU 2026?
As provas estão previstas para 13 de dezembro de 2026, nas 27 capitais brasileiras. A objetiva será pela manhã e a discursiva, à tarde.
Até quando posso me inscrever no concurso CGU 2026?
As inscrições seguem até 4 de novembro de 2026. A taxa é de R$ 170,00 e pode ser paga até 6 de novembro de 2026.
Quantas vagas tem o concurso CGU e qual é o salário?
São 60 vagas imediatas e cadastro de reserva para Auditor Federal de Finanças e Controle, com remuneração de R$ 20.000,00.
Qual é a escolaridade exigida para Auditor da CGU?
A escolaridade informada é nível superior em qualquer área de formação. O cargo tem quatro especialidades: Auditoria, Ciência de Dados, Infraestrutura de TI e Desenvolvimento de Sistemas.
Uma resposta errada anula uma certa na prova da CGU?
Dentro do mesmo bloco, sim: o erro desconta o mesmo valor do acerto. Cada item vale 1 ponto nos básicos e complementares e 2 pontos nos específicos. Marcações em branco ou duplas não pontuam.
Gran Cursos Online: Concurso CGU: veja como serão as provas de 2026, consultado em 30 de outubro de 2026.
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